terça-feira, 26 de julho de 2011

Baú Aberto

Eu te quero

Tanto que me desespero.

Eu te amo

E é tão sério que duvido

Que haja aqui,

Ou em qualquer outro hemisfério

Um amor maior

Alguém que sinta mais saudade

Na distância entre nós.


Nossas vidas

Nossos planos e desejos

Se cruzaram por apenas um segundo.

O bastante pra que ele fosse eterno

E transformasse meu amor no maior do mundo

20/10/03

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Baú Aberto

E Agora


E agora tudo são imagens

Apenas imagens.

Sem nexo

Sem sentido


É inverno...

Mas não faz frio,

Não tem o vento

Que nos espreme no caminho


E agora estou sozinho

Largado à solidão

Estou morrendo

Me afogando em depressão


Por sua causa estou assim,

Volta pra mim.

Vem que eu estou só.

As lembranças viram pó.


E agora...

Sou eu

E só...

08/08/03

terça-feira, 19 de julho de 2011

Baú Aberto

Vazio do mundo


Tardes de agosto

Tardes tristes de inverno.

Final da estação.


A essas horas da tarde

Verdes folhas tangenciadas

Pela leve claridade


Folhas descoloridas

Caem, lágrimas

Das árvores.

O vento as agita

Melodiando uma sonata.


Falta alguém.

Para dar beleza à paisagem

Sentindo à minha vida

E tom a essa miragem.

03/08/03

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Baú Aberto


Noite escura.

No inverno

Corre o vento,

De julho.


A noite é fria,

Vejo o coqueiro esmaecer

Tu vieste me ver

Como eu queria.


A rajada de vento

Arde o osso

Não ter-te perto

Dói por dentro


O vento sacode as árvores.

Penteia as palmeiras,

Seca a roupa.

Aperta os namorados,

Toda carícia é pouca.


Você sacode meus desejos

Embaraça o meu cabelo.

Sinto o lábio apertar-se


E rompe o intenso azul do céu

Ou meu coração, feito em papel

Com a mesma delicadeza e brilho

Como brilhas em Lua, meu símbolo.


Quisera poder levitar

Para me saciar de tua beleza

Que as nuvens se afastam

Pra contemplar.

15/07/03

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sem Tempo

Algumas semanas atrás me pediram para fazer num cartaz a Casa que eu sou, e ela ficou uma bagunça, está rachada, com vários estilhaços voando para todo lado e muitas lembranças, quadros antigos e visual retrô. Estes dias li numa frase que arrependimento é o passado atrapalhando o presente... Tem passado demais na minha Casa, tá parecendo um museu.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Às Vezes


Dia nublado e cansativo, agora começo da madrugada. Textos na tela do monitor, uma das músicas que só eu gosto de bandas que ninguém conhece rompe lentamente o silêncio da casa no escuro. Lá fora o véu tímido resolveu virar uma chuvinha de verdade... às vezes acho que solidão é não ter alguém para dividir uma noite de chuva.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Baú Aberto

Paisagem


E de repente

Eu estava escondido

Exilado em minha mente

Deprimido


O lápis desliza na folha

Como na pele.

Quisera roçar na tua


Mas estou só.

Na garanta,

Um nó.

No lápis,

As mágoas

Trazidas estas

Pelas lembranças.

No rosto

Uma lágrima,

Que cai como

A pétala,

Tristeza,

A flor,

Dor.

A folha

Mágoa.

De cerejeira.

Da cajazeira.

Da amendoeira.


A chuva cai fina

O céu é cinza.

Cinza que de longe

Se funde no horizonte.

Sobre o olhar azul do mar

À frente do verde monte.


Recordações.

De paixões,

Me vêm

Como a cerejeira

Que chora

Espalhando no vento

Suas lágrimas cor – de – rosa


Imagens.

Ou miragens

Que ficaram,

Na alma.

Como fica

Na retina

A luz laranja

No pôr-do-sol

Vestido de arrebol.


Apesar de ser bonita

Dá vontade chorar.

E a saudade não tem rima,

Que é sentimento singular,

Que se sente quando se está só.

Sentindo a falta de alguém

Que sozinho te faria deixar de ser só.



Mas, se eu estou aqui

E você aí.

Então não estamos.

Se não estou

Não sou.

Para ter você

Eu preciso ser,

Mas não sei ser longe de você.

15/07/03